Coisas que Ninguém Lê
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Já se passou mais um ano e certas coisas continuam iguais
Tão nova, tão activa, tão despachada. Nunca foi de pedinchar subsídios, pôs-se ao trabalho mesmo não podendo meter-se em grandes aventuras. O corpo deu o sinal de alarme e por pouco não era de vez. Mais uma vez. E os outros continuam a não acreditar. "Ela é muito complicada nas doenças", "de certeza que não está assim tão doente", "aquilo é só manha". E ela ali, doente, internada no dia de aniversário, a esforçar-se para fazer de conta que estava tudo bem quando não estava. Não está. E eles sem acreditar nela. Sempre sem acreditar nela.
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011
Hoje é dia de greve e eu estou a trabalhar (em casa, mas mesmo assim é trabalho)
Sinto que alguém me está a roubar um direito constitucional. Ora bolas.
Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011
O meu primeiro emprego...
... nem sequer é remunerado - no sentido estrito da palavra. Não dá para pagar contas ao fim do mês. Mas é sem dúvida a melhor coisinha que me aconteceu nos últimos meses. Só espero que seja o início de uma boa carreira profissional. O tempo o dirá.
Sábado, 5 de Novembro de 2011
Series Sakharov: Aung San Suu Kyi
Aung San Suu Kyi é a prova de que a luta pela liberdade pode resistir a todos os obstáculos. Neste caso em especial, resistiu incólume às quatro paredes da sua casa que durante tantos anos foi a sua prisão. Resistiu ao medo e, acima de tudo, resistiu - não sem dificuldades - às vozes de todos aqueles que um dia a quiseram silenciar. Que seja exemplo para todos aqueles que, tal como ela, lutam contra as grilhetas da injustiça e da opressão. A liberdade pode ser contida, mas nunca deixará de ser ouvida.
Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011
Mais vale andar toda enfarpelada, bolas
Há uma coisa que me faz muita confusão durante o tempo frio e/ou chuvoso, que é a quantidade de pessoas (raparigas da minha idade, na maioria) que andam por aí a tremer de frio porque insistem em usar a sua roupa mais cool (e fininha) mesmo no Inverno (devia ser Outono, mas pelo tempo que faz lá fora...). Resultado: têm um look impecável, disso não há dúvida, mas rapam um frio desgraçado.
Agora pergunto eu: e esta gente não se constipa? Serei só eu que começo a sentir a garganta a dar ares da sua graça com as mudanças de temperatura? Será que os pais não vêem que está a chover a potes e que se calhar já passou o tempo das mini-saias e dos tank tops? (que querem, tenho uma mãe mais friorenta do que eu que repara em tudo). Santa paciência.
Agora pergunto eu: e esta gente não se constipa? Serei só eu que começo a sentir a garganta a dar ares da sua graça com as mudanças de temperatura? Será que os pais não vêem que está a chover a potes e que se calhar já passou o tempo das mini-saias e dos tank tops? (que querem, tenho uma mãe mais friorenta do que eu que repara em tudo). Santa paciência.
Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011
Diz o roto ao nu
Acabei de ouvir Fátima Felgueiras a dizer que "a política neste país está doente". Obviamente que está, quando se permite que haja corruptos a fugir para o estrangeiro, corruptos esses que são absolvidos de 20 (!) crimes quando voltam.
Terça-feira, 4 de Outubro de 2011
Até me deram calores só de olhar
Eu sei que estamos já em Outubro e que o Metro do Porto até tem ar condicionado, mas casacos de tweed quando estão 26 graus à sombra? You're doing it wrong!
Domingo, 2 de Outubro de 2011
Sábado, 1 de Outubro de 2011
Lisboa - o guia essencial
*o título podia ser devias estar a estudar mas não te apetece porque acordaste às 7 da manhã para ir para as aulas*
Como o prometido é devido, vou aqui falar das minhas férias, passadas entre a capital da República e a capital da Ibéria. Comecemos pelo que é nosso, então.
A odisseia por terras mouriscas (para todos os que nasceram na Invicta, de Coimbra para baixo já é Marrocos) começou logo com o pé esquerdo (ou seja, uma enxaqueca brutal na noite anterior). Nada que duas aspirinas no bucho e os mimos maternos não tenham resolvido. Claro que passei a noite em claro, o que significa que a viagem de carro Porto-Lisboa foi feita a dormir no banco de trás. Percalços aparte, chegámos todos inteirinhos ao Parque das Nações (ponto de encontro) e pudemos de facto comprovar que no Norte comemos que nem uns alarves comparados com o Sul. Ou isso ou então as doses nos restaurantes em Lisboa são pequenas demais. (O bacalhau com natas estava muito bom, verdade seja dita). Visita pela Torre de Belém e adeus aos papás, até para a semaninha que desta vez vou laurear a pevide sem vocês.
Lisboa, dia 2: O meu primeiro encontro com o Metro de Lisboa. Tem vantagens? Tem. Parece um TGV comparado com o do Porto, mas a verdade é que também não é à superfície como aqui. Ou seja, nada indicado para a malta mais claustrofóbica. Coisinhas boas: ir à Bertrand do Chiado (com a fachada em obras, oh que pena) e à FNAC mais próxima. Primeiro encontro com o Starbucks (eu sei, pareço uma parola a contar isto, mas que querem, no Norte não há destas modernices cosmopolitas), onde nem o preço me desmoralizou (infelizmente, não pude trazer o copo do frappuccino com direito a smiley desenhado porque não tinha espaço). Subida ao Castelo de S. Jorge (senhor da bilheteira que me deixou entrar de graça - só os habitantes de Lisboa têm direito a isso, e eu sou tão lisboeta como o José Castelo Branco é um homem másculo - muito obrigada) e muitas fotografias (que vista panorâmica de cair para o lado, meu Deus). O dinheiro poupado no bilhete foi prontamente gasto num dos melhores gelados que comi na minha vida inteira (isto depois de quase me ter espalhado a descer as ruas que dão acesso ao Castelo. Damn you, calçada portuguesa!)
Lisboa dia 3: O meu momento alto. Eu sei que é um dos monumentos mais visitados do país, mas mesmo assim aqui fica a publicidade: quem nunca foi aos Jerónimos que vá, vá enquanto é tempo, e aproveite para dizer adeus ao mendigo que está lá enterrado no lugar do Camões (er, supostamente isto não era para dizer, o Camões está mesmo lá enterrado *cof*), ao Vasco da Gama e a todos os reis de Portugal cujos retratos estão expostos na galeria (todos MENOS a dinastia filipina, o que pessoalmente achei uma injustiça porque se é para uns também há que o ser para os outros e espanhóis ou não estiveram cá a mandar nos destinos da populaça durante 60 anos). Para terminar a visita em beleza, obviamente que não poderia deixar de passar por esse marco gastronómico que são os Pastéis de Belém (reconheço que não há pastel de nata que se compare). Ah, e ainda deu tempo para irmos espreitar o Museu Berardo (mesmo só para queimar tempo, que eu não sou pessoa para me deslumbrar com a arte moderna. Há lá coisas que até eu fazia, com o meu jeito nulo para artes visuais).
Lisboa dia 4 - a partida para a capital da Ibéria. Voo curtinho, sem percalços. A única coisa que me revolveu as entranhas (não, não foram cólicas) foi ouvir o comandante do avião (estamos a falar de uma companhia aérea espanhola) a falar inglês. MY EARS! MY EARS!
E pronto, aqui fica o resumo da minha passagem pela capital da Lusitânia. Madrid fica para outro post (já é tarde e até eu tenho direito ao meu sono de beleza), bem como as fotos que consegui tirar. Não precisam de me agradecer o dinheiro que pouparam em guias Lonely Planet e American Express, estou aqui para vos servir.
Como o prometido é devido, vou aqui falar das minhas férias, passadas entre a capital da República e a capital da Ibéria. Comecemos pelo que é nosso, então.
Lisboa
A odisseia por terras mouriscas (para todos os que nasceram na Invicta, de Coimbra para baixo já é Marrocos) começou logo com o pé esquerdo (ou seja, uma enxaqueca brutal na noite anterior). Nada que duas aspirinas no bucho e os mimos maternos não tenham resolvido. Claro que passei a noite em claro, o que significa que a viagem de carro Porto-Lisboa foi feita a dormir no banco de trás. Percalços aparte, chegámos todos inteirinhos ao Parque das Nações (ponto de encontro) e pudemos de facto comprovar que no Norte comemos que nem uns alarves comparados com o Sul. Ou isso ou então as doses nos restaurantes em Lisboa são pequenas demais. (O bacalhau com natas estava muito bom, verdade seja dita). Visita pela Torre de Belém e adeus aos papás, até para a semaninha que desta vez vou laurear a pevide sem vocês.
Lisboa, dia 2: O meu primeiro encontro com o Metro de Lisboa. Tem vantagens? Tem. Parece um TGV comparado com o do Porto, mas a verdade é que também não é à superfície como aqui. Ou seja, nada indicado para a malta mais claustrofóbica. Coisinhas boas: ir à Bertrand do Chiado (com a fachada em obras, oh que pena) e à FNAC mais próxima. Primeiro encontro com o Starbucks (eu sei, pareço uma parola a contar isto, mas que querem, no Norte não há destas modernices cosmopolitas), onde nem o preço me desmoralizou (infelizmente, não pude trazer o copo do frappuccino com direito a smiley desenhado porque não tinha espaço). Subida ao Castelo de S. Jorge (senhor da bilheteira que me deixou entrar de graça - só os habitantes de Lisboa têm direito a isso, e eu sou tão lisboeta como o José Castelo Branco é um homem másculo - muito obrigada) e muitas fotografias (que vista panorâmica de cair para o lado, meu Deus). O dinheiro poupado no bilhete foi prontamente gasto num dos melhores gelados que comi na minha vida inteira (isto depois de quase me ter espalhado a descer as ruas que dão acesso ao Castelo. Damn you, calçada portuguesa!)
Lisboa dia 3: O meu momento alto. Eu sei que é um dos monumentos mais visitados do país, mas mesmo assim aqui fica a publicidade: quem nunca foi aos Jerónimos que vá, vá enquanto é tempo, e aproveite para dizer adeus ao mendigo que está lá enterrado no lugar do Camões (er, supostamente isto não era para dizer, o Camões está mesmo lá enterrado *cof*), ao Vasco da Gama e a todos os reis de Portugal cujos retratos estão expostos na galeria (todos MENOS a dinastia filipina, o que pessoalmente achei uma injustiça porque se é para uns também há que o ser para os outros e espanhóis ou não estiveram cá a mandar nos destinos da populaça durante 60 anos). Para terminar a visita em beleza, obviamente que não poderia deixar de passar por esse marco gastronómico que são os Pastéis de Belém (reconheço que não há pastel de nata que se compare). Ah, e ainda deu tempo para irmos espreitar o Museu Berardo (mesmo só para queimar tempo, que eu não sou pessoa para me deslumbrar com a arte moderna. Há lá coisas que até eu fazia, com o meu jeito nulo para artes visuais).
Lisboa dia 4 - a partida para a capital da Ibéria. Voo curtinho, sem percalços. A única coisa que me revolveu as entranhas (não, não foram cólicas) foi ouvir o comandante do avião (estamos a falar de uma companhia aérea espanhola) a falar inglês. MY EARS! MY EARS!
E pronto, aqui fica o resumo da minha passagem pela capital da Lusitânia. Madrid fica para outro post (já é tarde e até eu tenho direito ao meu sono de beleza), bem como as fotos que consegui tirar. Não precisam de me agradecer o dinheiro que pouparam em guias Lonely Planet e American Express, estou aqui para vos servir.
Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011
Não percebo estas modas
Qual é o assunto de tirar fotos dos outfits e pôr nos blogues? Há pessoas com muito bom gosto no que diz respeito a vestuário e com acessórios e sapatos giríssimos, disso não há dúvida. Mas porque é que fazem questão de os mostrar e, sobretudo, de dizer a proveniência (isto é as marcas)? Cada um faz o que quer, mas mesmo assim acho desnecessário.
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